Disputa pelo Senado no Rio ganha novo peso nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, com a divulgação de um consolidado de pesquisas que reposiciona a corrida pelas duas vagas do estado.
O foco agora está menos no Palácio Guanabara e mais no tabuleiro do Senado, um ângulo relevante para o eleitor fluminense às vésperas do fim da campanha.
Levantamentos reunidos ao longo da semana indicam vantagem de Benedita da Silva, enquanto nomes como Carlos Portinho, Carlos Jordy, Pedro Paulo e Marcelo Crivella seguem na briga pelo segundo espaço.
O que mostram as pesquisas para o Senado no Rio
O dado novo desta quarta veio com a publicação de um panorama do UOL sobre a disputa fluminense, atualizado em 30 de setembro, reunindo números de diferentes institutos.
Segundo esse consolidado, as pesquisas desta semana redesenharam a corrida pelas duas vagas do Rio no Senado, com liderança de Benedita da Silva.
Na série citada pelo portal, o cenário aparece fragmentado para a segunda cadeira, o que amplia a importância do voto útil e da reta final da campanha.
Esse movimento interessa diretamente ao Rio porque o Senado tem peso em temas que afetam segurança pública, repasses federais, obras, orçamento e negociações nacionais.
| Instituto | Período de coleta | Amostra | Margem de erro |
|---|---|---|---|
| Quaest | 25 a 28 de setembro | 1.302 eleitores | 3 pontos |
| Datafolha | 22 a 24 de setembro | 1.204 eleitores | 3 pontos |
| Paraná Pesquisas | 20 a 22 de setembro | 1.600 eleitores | 2,5 pontos |
| Registro no TSE | Pesquisas registradas | Nível de confiança de 95% | Dados informados pelos institutos |

Quem aparece melhor posicionado na disputa
No recorte do Paraná Pesquisas, Benedita da Silva aparece com 32% na pesquisa estimulada para o Senado no Rio, considerando os dois votos permitidos ao eleitor.
Nesse mesmo levantamento, Marcelo Crivella marcou 19,5%, Pedro Paulo teve 17,3%, Carlos Jordy apareceu com 16,8% e Carlos Portinho com 16,2%.
Outros nomes citados ficaram mais atrás, como Waguinho, Monica Benicio, Marcos Dias e candidatos de partidos menores, o que reforça a pulverização do campo intermediário.
De acordo com o material reunido pelo UOL, esse retrato torna a disputa pela segunda vaga especialmente aberta, sujeita a mudanças rápidas até o fechamento da votação.
- Benedita da Silva: 32%
- Marcelo Crivella: 19,5%
- Pedro Paulo: 17,3%
- Carlos Jordy: 16,8%
- Carlos Portinho: 16,2%
Na espontânea, quando o eleitor responde sem receber uma lista de nomes, Benedita também aparece à frente, com 10,9%, seguida por Carlos Jordy, Crivella, Portinho e Pedro Paulo.
Esse tipo de dado costuma ser observado com atenção porque mede lembrança imediata do candidato, algo valioso na reta final e no esforço de mobilização.
Metodologia ajuda a entender por que a corrida segue aberta
Os três levantamentos citados no consolidado foram feitos em datas próximas, mas com amostras e contratantes diferentes, o que exige leitura cuidadosa dos números.
O texto informa que o ambiente eleitoral fluminense segue muito competitivo e com mudanças captadas de uma pesquisa para outra, algo que também aparece na corrida ao governo.
No caso da Quaest, foram entrevistados 1.302 eleitores de 16 anos ou mais, de forma presencial, entre 25 e 28 de setembro.
A margem de erro dessa pesquisa é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é RJ-04419/2026.
No Datafolha, a amostra foi de 1.204 eleitores, ouvidos entre 22 e 24 de setembro, também com margem de erro de três pontos e confiança de 95%.
Já o Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores entre 20 e 22 de setembro, com margem de erro de 2,5 pontos e registro RJ-04036/2026.
- Datas diferentes de coleta podem captar momentos distintos da campanha.
- Amostras variam de 1.204 a 1.600 eleitores.
- A margem de erro interfere na leitura da disputa pela segunda vaga.
- Como o Senado permite dois votos, a estratégia do eleitor pesa mais.
Por que essa eleição importa para o morador do Rio
Para quem mora na capital, na Baixada ou na Zona Oeste, a eleição para o Senado pode parecer distante da rotina, mas não é.
Senadores participam de votações sobre orçamento, segurança, regras fiscais, indicações para tribunais superiores e articulações com impacto direto no estado do Rio.
Em um momento em que o tema da segurança domina parte do debate fluminense, qualquer mudança na bancada do Senado ganha peso político e simbólico.
Também por isso, a movimentação dos candidatos nas últimas horas tende a mirar regiões populosas, onde o voto ainda pode oscilar.
Na prática, o eleitor do Rio deve observar três pontos antes de decidir: grau de conhecimento do candidato, alianças políticas e capacidade real de converter intenção em voto.
- O Senado tem mandato mais longo e influência nacional.
- As duas vagas em disputa ampliam o jogo estratégico do eleitor.
- Candidatos com rejeição menor podem crescer no fim.
- A reta final favorece nomes já conhecidos do grande público.
Clima político no estado amplia atenção sobre reta final
O cenário do Senado também conversa com a avaliação do governo interino do estado e com a disputa pelo Executivo fluminense.
Levantamento citado pelo SBT News mostrou que o governador interino Ricardo Couto tinha 57% de aprovação e 22% de desaprovação, dado que ajuda a compor o ambiente político local.
Ao mesmo tempo, agendas federais seguem mirando o Rio. No governo federal, o Ministério da Justiça manteve nesta quarta-feira ações e reuniões com foco no enfrentamento ao crime e nos corredores logísticos do estado.
Esse pano de fundo reforça que a política fluminense, em 30 de setembro de 2026, está longe de se resumir apenas à disputa pelo governo.
Com a briga ao Senado embolada, a reta final deve concentrar mais ataques, busca por voto útil e tentativas de consolidar alianças regionais.
Até a última atualização, o elemento mais consistente dos levantamentos é a dianteira de Benedita e a indefinição forte em torno da segunda vaga.
Dúvidas Sobre a Disputa pelo Senado no Rio de Janeiro em 2026
A corrida ao Senado no Rio entrou na reta final com sinais de liderança consolidada para um nome e disputa acirrada pela segunda vaga. Isso gera dúvidas práticas porque a eleição para senador tem dois votos e costuma embaralhar a escolha do eleitor.
Quem lidera a disputa para o Senado no Rio hoje?
Benedita da Silva aparece na frente nos levantamentos reunidos pelo UOL em 30 de setembro de 2026. No recorte do Paraná Pesquisas citado pelo portal, ela marcou 32% na estimulada e 10,9% na espontânea.
Por que a segunda vaga ao Senado no Rio ainda está indefinida?
Porque vários candidatos aparecem em faixa próxima, dentro de margens que pedem cautela na leitura. Marcelo Crivella, Pedro Paulo, Carlos Jordy e Carlos Portinho seguem competitivos, sem um segundo lugar isolado de forma clara.
Como funciona o voto para senador e por que isso muda a estratégia?
O eleitor pode votar em dois candidatos ao Senado na mesma eleição. Isso aumenta a chance de voto combinado, voto útil e mudanças de última hora, principalmente quando a disputa por uma das vagas está embolada.
Na reta final, a orientação para o eleitor é simples: conferir a data da pesquisa, observar a margem de erro e ficar ligado nas mudanças das últimas horas antes de votar.
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