Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026, colocou Eduardo Paes com 51,1% e Douglas Ruas com 42,1% em um eventual segundo turno pelo governo do Rio. O levantamento reacende a disputa estadual a menos de um mês da reta decisiva.
No primeiro turno, Paes aparece com 44,1%, enquanto Ruas marca 35,7%. O novo retrato eleitoral ganhou peso político porque mostra vantagem do prefeito carioca, mas também confirma o avanço do adversário nas últimas semanas.
Para o morador da capital, da Baixada e da Zona Oeste, a pesquisa importa porque antecipa o clima da campanha e influencia alianças, agendas e discursos sobre segurança, transporte e serviços públicos.
AtlasIntel no Rio de Janeiro muda o tom da corrida estadual
Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira, Paes abriu nove pontos sobre Ruas no cenário de segundo turno.
Nos votos válidos, o placar fica em 54,9% para Paes e 45,1% para Ruas. Brancos e nulos somam 5,4%, enquanto 1,5% disseram não saber em quem votar.
O cenário de primeiro turno também ajuda a entender a largada da reta final. Paes lidera com 44,1%, seguido por Ruas com 35,7%, enquanto os demais candidatos aparecem mais distantes.
- Eduardo Paes: 44,1%
- Douglas Ruas: 35,7%
- Anthony Garotinho: 6,3%
- André Marinho: 3,8%
- William Siri e Coronel Busnello: 3% cada
Esse quadro reforça uma leitura simples: a eleição segue aberta, mas o favoritismo momentâneo está com Paes, especialmente se a disputa caminhar para confronto direto no segundo turno.
| Cenário | Eduardo Paes | Douglas Ruas | Diferença |
|---|---|---|---|
| Segundo turno | 51,1% | 42,1% | 9 pontos |
| Votos válidos no 2º turno | 54,9% | 45,1% | 9,8 pontos |
| Primeiro turno | 44,1% | 35,7% | 8,4 pontos |
| Atlas em 31 de agosto | 43,6% | 27,6% | 16 pontos |
| Atlas em 20 de setembro | 45,7% | 32,4% | 13,3 pontos |

Crescimento de Douglas Ruas pressiona estratégia de campanha
Mesmo atrás, Ruas entra na nova fase da disputa com um dado político relevante. A série histórica da AtlasIntel mostra que ele subiu de 27,6% no fim de agosto para 35,7% agora.
Paes, por sua vez, oscilou menos. Tinha 43,6% em 31 de agosto, foi a 45,7% em 20 de setembro e aparece agora com 44,1%, mantendo liderança com estabilidade.
Na prática, isso indica duas pressões diferentes. Paes tenta preservar a vantagem e evitar desgaste. Ruas busca transformar crescimento em voto útil e encurtar ainda mais a distância.
- Conter rejeição e erros na reta final.
- Ampliar alianças regionais fora da capital.
- Disputar o eleitor indeciso e o voto antiadversário.
Para bairros populosos e cidades da Baixada, o efeito costuma aparecer rápido. Quando uma pesquisa mexe no tabuleiro, campanhas reforçam agendas locais e promessas voltadas ao cotidiano do eleitor.
Temas como mobilidade, segurança e acesso a serviços ganham prioridade. Não por acaso, o debate estadual no Rio segue muito ligado ao impacto real na rotina de quem depende de ônibus, trem, posto de saúde e escola pública.
Aprovação de Ricardo Couto entra no radar dos candidatos
Outro ponto do levantamento é a avaliação do governador interino Ricardo Couto. De acordo com a mesma pesquisa, 57% aprovam a gestão, enquanto 22% desaprovam e 21% não souberam responder.
Na avaliação qualitativa, 47% classificam o governo como ótimo ou bom. Outros 40% consideram regular, e 14% o definem como ruim ou péssimo.
Esse dado pesa porque campanhas costumam tentar se aproximar de governos bem avaliados ou, no mínimo, evitar confronto direto quando o humor do eleitor não é claramente negativo.
Em setembro, o tema segurança ganhou centralidade após acordos para retomada de territórios assinados entre o Ministério da Justiça e o governo fluminense, movimento que também influencia a narrativa eleitoral.
Na política do Rio, segurança pública quase sempre altera prioridades de campanha. Quando o assunto volta ao centro, candidatos precisam responder com propostas, alianças e posicionamentos mais claros.
Violência e gestão pública moldam o ambiente político do Rio
A divulgação da pesquisa ocorre num momento em que a segurança continua dominando a agenda fluminense. Nesta segunda-feira, uma operação no Complexo da Maré terminou com presos, feridos e forte impacto na cidade.
Segundo informações divulgadas sobre a ação na Maré, sete suspeitos foram presos, 12 pessoas ficaram feridas e um policial militar foi baleado.
Casos assim não definem sozinhos uma eleição, mas costumam reorganizar prioridades do debate. No Rio, isso vale ainda mais porque segurança, presença do Estado e controle territorial têm peso direto no voto.
O tema também aparece em movimentos federais recentes. Na área fluminense, a Polícia Federal registrou novas ações, incluindo apreensões e prisões em operações divulgadas oficialmente nos últimos dias.
- PF informou apreensão de quatro fuzis em 28 de setembro.
- Outra ação anunciou prisão de cinco foragidos no Norte Fluminense.
- As divulgações constam na área oficial de notícias da PF no Rio.
Esse ambiente cria pressão adicional sobre os candidatos. Não basta falar de alianças ou marketing. O eleitor cobra resposta concreta para problemas que atingem deslocamento, comércio, aulas e sensação de segurança.
O que a pesquisa sinaliza para as próximas semanas
A metodologia informada pela AtlasIntel ouviu 1.836 eleitores entre 22 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Os números, portanto, mostram fotografia relevante, mas não resultado fechado. Em eleição competitiva, a reta final costuma ser decisiva, especialmente quando há crescimento consistente de um dos postulantes.
Para Paes, o desafio é manter a dianteira sem perder apoio fora da capital. Para Ruas, a missão é transformar avanço em aproximação real e reduzir a vantagem antes da votação.
Até aqui, a pesquisa desta terça indica três sinais centrais para o eleitor fluminense:
- Paes segue líder nos dois cenários principais.
- Ruas é quem mais cresce na série recente.
- A segurança continua atravessando o debate político estadual.
Nos próximos dias, debates, agendas públicas e eventual apoio de lideranças regionais devem ganhar ainda mais importância. Para quem acompanha a corrida do Rio de perto, o recado da pesquisa é claro: há favoritismo, mas ainda existe disputa.
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Dúvidas sobre a pesquisa AtlasIntel para o governo do Rio
A nova sondagem divulgada em 29 de setembro de 2026 mexeu com a corrida pelo Palácio Guanabara. Por isso, entender o que os números mostram agora ajuda o eleitor a acompanhar a reta final com mais clareza.
Quem está na frente na pesquisa para o governo do Rio?
Eduardo Paes aparece na frente. Segundo a AtlasIntel divulgada em 29 de setembro de 2026, ele tem 44,1% no primeiro turno e 51,1% em um eventual segundo turno contra Douglas Ruas.
Douglas Ruas ainda pode crescer na reta final?
Sim. A própria série da AtlasIntel mostra crescimento de Ruas, que saiu de 27,6% em 31 de agosto para 35,7% agora no primeiro turno. Isso indica avanço, embora Paes ainda mantenha liderança.
Por que a segurança pública pesa tanto nessa eleição no Rio?
Porque o tema afeta a vida diária de milhões de moradores. Operações, bloqueios de vias, fechamento de escolas e medo no deslocamento colocam segurança no centro da cobrança sobre qualquer candidato ao governo estadual.
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