A Operação Torniquete no Rio ganhou novo peso nesta semana com uma ofensiva da Polícia Civil contra um esquema de desmanche ligado ao roubo de veículos.
Segundo a investigação, a quadrilha teria movimentado mais de R$ 10 milhões em pouco mais de um ano, com atuação no Rio e em Nova Iguaçu.
Para quem vive a correria da cidade, o caso mexe com um problema bem conhecido: roubo de carro, peças vendidas de forma ilegal e mais dinheiro circulando nas mãos do crime.
Operação Torniquete no Rio mira cadeia do roubo ao ferro-velho
A ação foi deflagrada na quinta-feira, 11 de junho de 2026, e buscou desmontar uma estrutura criminosa especializada em roubo, corte e revenda de peças automotivas.
De acordo com a investigação, o grupo teria movimentado mais de R$ 10 milhões ao longo de mais de um ano.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços do município do Rio de Janeiro e também em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A ofensiva foi conduzida por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos, a Desarme, dentro de mais uma fase da Operação Torniquete no Rio.
- Roubo de veículos com uso de violência
- Desmanche em áreas dominadas por criminosos
- Transporte de peças retiradas dos carros
- Revenda ilegal a receptadores e consumidores finais

Como funcionava o esquema investigado pela polícia
Segundo os investigadores, a quadrilha era dividida em núcleos. Um grupo roubava os carros. Outro desmontava os veículos. Um terceiro fazia a compra e a revenda das peças.
Esse modelo reduz o tempo de resposta da polícia e dificulta o rastreamento. Na prática, o carro some rápido e vira peça vendida no mercado clandestino.
As apurações apontam que os automóveis eram levados para regiões controladas por criminosos, onde passavam pelo corte e pela separação de componentes.
Depois disso, o material seguia para empresários ligados ao setor de ferro-velho, que fariam a comercialização para o consumidor final, segundo a Polícia Civil.
Por que esse tipo de crime afeta o dia a dia
O impacto vai além da estatística policial. Quem depende do carro para trabalhar, fazer entrega ou levar a família acaba pagando a conta.
O prejuízo aparece no seguro mais caro, na insegurança nas ruas e no risco de comprar peça sem origem regular, muitas vezes sem saber.
Em fevereiro, o governo estadual já havia informado que o combate ao roubo de veículos ganhou novas frentes no estado, com integração entre Polícia Civil e Polícia Militar.
- Mais roubo nas ruas pressiona motoristas
- Peças ilegais alimentam comércio clandestino
- Facções ampliam receita com crimes patrimoniais
- Consumidor pode entrar em negócio irregular sem perceber
Prisões, apreensões e ligação com facção criminosa
Desde o início da operação, cinco integrantes da organização já haviam sido presos, segundo o balanço divulgado nesta fase da investigação.
Entre eles está um homem apontado como responsável pelo corte de veículos para o TCP, o Terceiro Comando Puro, uma das facções criminosas do estado.
Ele teria sido capturado em flagrante enquanto transportava peças retiradas de dois carros recém-desmanchados para revenda em Nova Iguaçu, conforme a apuração policial.
Os agentes também apreenderam um automóvel e um jet ski avaliados em mais de R$ 200 mil com um dos investigados.
Outro alvo preso é descrito pela polícia como um dos maiores receptadores de peças automotivas roubadas no território fluminense.
O que a polícia busca agora na Operação Torniquete no Rio
Nesta etapa, a prioridade é seguir o dinheiro, mapear a estrutura financeira do grupo e reunir provas sobre todos os elos da cadeia criminosa.
Isso inclui quem rouba, quem desmonta, quem transporta, quem financia e quem coloca a mercadoria ilegal de volta no mercado.
Segundo o governo estadual, a Operação Torniquete foi criada para enfrentar roubos, furtos e receptação de cargas e veículos que abastecem facções criminosas.
Em balanço oficial mais amplo da força-tarefa, o estado já havia relatado que a operação acumulou prisões, recuperação de veículos e apreensões em ações integradas.
- Identificar novos integrantes da quadrilha
- Ampliar o mapeamento da rede de receptação
- Produzir provas sobre lavagem e ocultação de bens
- Responsabilizar operadores e compradores do esquema
Para o morador comum, o recado é direto: a investigação tenta cortar uma fonte de renda que ajuda a manter o crime armado e ativo em várias regiões.
Se houver avanço nas apurações, o desdobramento pode atingir não só ladrões e atravessadores, mas também empresas e compradores envolvidos na ponta final.
No cenário da segurança pública do Rio, esse tipo de operação costuma ter efeito maior quando alcança a logística e o financiamento do grupo.
É justamente esse o foco agora: não apenas prender executores, mas desmontar a engrenagem que transforma carro roubado em lucro rápido para o crime.
Dúvidas Sobre a Operação Torniquete no Rio e o esquema de desmanche
A Operação Torniquete no Rio voltou ao centro do noticiário por causa do avanço sobre quadrilhas que lucram com carros roubados. As perguntas abaixo ajudam a entender o que mudou agora e por que isso pesa no cotidiano da população.
O que é a Operação Torniquete no Rio?
É uma força de segurança voltada ao combate de roubos, furtos e receptação de cargas e veículos no estado. O alvo é atingir tanto os executores quanto a estrutura financeira que sustenta esses crimes.
Como funciona um esquema de desmanche de veículos?
Funciona com divisão de tarefas. Um grupo rouba, outro desmonta, outro transporta e outro revende as peças. Isso acelera o lucro ilegal e dificulta a recuperação do carro inteiro.
Por que essa operação importa para quem trabalha e depende do carro?
Porque o roubo de veículos afeta o bolso e a rotina. Ele pode encarecer seguro, aumentar o medo nos deslocamentos e ainda abastecer um mercado clandestino de peças sem origem regular.
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Sobre o Autor: Alexandre Laurentino de Almeida é o fundador e editor-chefe do Mendanha Notícias. Com uma sólida atuação como empresário no segmento de mídias digitais desde fevereiro de 2023, Alexandre construiu a sua carreira com um foco estratégico no jornalismo hiperlocal.
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