Polícia Civil e MPRJ investigam desvio em obras de escolas estaduais e bloqueiam cerca de R$ 19 milhões no RJ
A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio deflagraram, na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, a Operação Escola de Papel para apurar suspeitas de desvio de verbas em reformas de escolas estaduais.
Segundo as informações divulgadas até a última atualização, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio, em Cabo Frio, Arraial do Cabo e Niterói.
O caso chama atenção porque envolve recursos destinados à manutenção de unidades de ensino, um tema que afeta diretamente alunos, professores, funcionários e famílias da capital e da Baixada.

Como funciona a investigação da Operação Escola de Papel
De acordo com a apuração divulgada pela operação que investiga desvio de verbas de reformas em escolas no RJ, a Justiça também determinou o bloqueio de bens em cerca de R$ 19 milhões.
Entre os alvos citados na investigação estão a ex-secretária da Seeduc Roberta Barreto de Oliveira, Yurie Lopes Fonseca Ormonde André, David de Andrade Marinho Filho e Fabio Martins Pereira.
Até o momento, o foco da força-tarefa é entender se houve direcionamento de contratos, superfaturamento, uso indevido de procedimentos simplificados e retirada de dinheiro em espécie.
Os investigadores apuram se um mecanismo criado para pequenos reparos emergenciais foi usado em obras maiores, o que teria permitido contratações sem licitação formal em alguns casos.
- 19 mandados de busca e apreensão
- Bloqueio judicial de cerca de R$ 19 milhões
- Apuração em quatro cidades fluminenses
- Suspeitas de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro
O que a polícia e o Ministério Público dizem sobre o esquema
Segundo a investigação, empresas teriam sido escolhidas para executar obras por meio de contratos direcionados e com valores acima do custo real dos serviços prestados.
Outro ponto sob análise é a existência de empresas que apareciam como concorrentes, mas que teriam ligação entre si e propostas previamente ajustadas, conforme o material reunido na apuração.
Os recursos saíam da Secretaria de Estado de Educação e passavam pelas Associações de Apoio às Escolas, responsáveis pela administração das verbas de manutenção das unidades.
Depois disso, os valores chegariam às empresas contratadas. A apuração busca identificar se houve falhas ou fraudes na fiscalização dessas obras e no controle dos pagamentos.
Em reportagem sobre o avanço das apurações, o material com planilhas e mensagens sobre acertos com empreiteiras reforça que o caso ganhou dimensão por envolver documentos e trocas de mensagens analisados pelos investigadores.
Dinheiro em espécie e patrimônio entram no radar
Um dos elementos centrais da investigação surgiu em janeiro deste ano, quando policiais apreenderam R$ 500 mil em espécie na saída de uma agência bancária em Duque de Caxias.
Segundo os investigadores, o dinheiro havia sido sacado por um administrador de empresa que prestava serviços para escolas estaduais e estava em uma sacola dentro de uma caminhonete.
Ainda conforme a apuração, o veículo era conduzido por um policial militar armado, que faria a segurança do transporte do valor em dinheiro.
Em depoimento citado na investigação, o administrador afirmou que a empresa recebeu cerca de R$ 6 milhões para aproximadamente 15 obras. Desse total, R$ 2 milhões teriam sido usados nos serviços.
Os outros R$ 4 milhões, segundo esse relato, teriam ficado com um intermediário apontado como responsável por organizar as contratações e controlar a conta de recebimento.
- A força-tarefa identificou transferências entre empresas.
- Também verificou saques em espécie.
- O patrimônio de investigados passou por análise.
- Imóveis e veículos entraram no alvo do rastreamento.
De acordo com a investigação, uma das empresas teria recebido cerca de R$ 19,8 milhões em recursos públicos somente em 2025, valor agora analisado pelos órgãos de controle.
Por que o caso importa para moradores do Rio e da Baixada
Embora a investigação tenha foco criminal e financeiro, o impacto social do caso é direto. Quando verba de escola entra sob suspeita, a rotina de alunos e trabalhadores da educação vira preocupação real.
Na prática, reformas atrasadas ou mal executadas podem significar salas em piores condições, problemas de manutenção e mais pressão sobre comunidades que dependem da rede pública estadual.
Para moradores da Zona Oeste, da Baixada Fluminense e de bairros populosos da capital, esse tipo de investigação também pesa no debate sobre como o dinheiro público chega, ou não, ao serviço básico.
A cobertura mais recente da página de últimas notícias do Rio de Janeiro mostra que o tema segurança segue misturado a transporte, escolas e serviços essenciais no dia a dia fluminense.
Até a última atualização, não havia confirmação pública sobre eventual denúncia formal contra todos os citados nem conclusão definitiva sobre responsabilidades individuais.
Por isso, o tratamento correto neste momento é de investigação em andamento. Suspeitas, indícios e medidas judiciais não significam condenação.
Próximos passos da apuração
A investigação continua para identificar outros envolvidos, rastrear o destino dos recursos e separar a participação de cada investigado no suposto esquema.
Os órgãos também apuram se o mesmo modelo de contratação simplificada foi repetido em outros contratos ligados a obras escolares no estado.
Um dos números mais sensíveis do caso é o universo de R$ 1,69 bilhão em obras contratadas por procedimentos simplificados que está sob análise, segundo a investigação.
Esse montante, porém, não representa automaticamente valor desviado. Ele corresponde ao conjunto de contratos que passaram por auditoria e verificação dos investigadores.
Na correria de quem depende de escola pública funcionando, o ponto principal agora é acompanhar se a apuração vai trazer responsabilização, recuperação de recursos e proteção do serviço prestado aos estudantes.
Para ficar ligado em outros fatos que mexem com a rotina do estado, o leitor pode acompanhar outras notícias e serviços no Mendanha Notícias.
Dúvidas sobre a investigação de desvios em obras de escolas estaduais no Rio
A Operação Escola de Papel colocou a rede estadual de ensino no centro de uma apuração policial e financeira. As perguntas abaixo ajudam a entender o que já se sabe e o que ainda depende de investigação.
O que é a Operação Escola de Papel?
É uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio lançada em 1º de outubro de 2026. Ela apura suspeitas de desvios de recursos destinados a reformas em escolas estaduais, com busca por contratos direcionados, superfaturamento e lavagem de dinheiro.
Quanto dinheiro está no centro da investigação?
Há pelo menos três valores importantes. A Justiça bloqueou cerca de R$ 19 milhões em bens, houve apreensão de R$ 500 mil em espécie em janeiro e a auditoria alcança um universo de R$ 1,69 bilhão em contratos.
As aulas ou o funcionamento das escolas foram suspensos por causa da operação?
Até a última atualização citada nas reportagens usadas nesta matéria, não houve informação confirmada de suspensão geral das aulas por causa da operação. O foco divulgado é a apuração criminal e financeira sobre reformas e contratações.
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Sobre o Autor: Alexandre Laurentino de Almeida é o fundador e editor-chefe do Mendanha Notícias. Com uma sólida atuação como empresário no segmento de mídias digitais desde fevereiro de 2023, Alexandre construiu a sua carreira com um foco estratégico no jornalismo hiperlocal.
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